terça-feira, 8 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Arteiros

Eram cantos de encantos em forma de cor,

brincadeiras, risos e palavras.


Um dia resolveram juntar-se num único canto.

E contaram estórias de “era uma vez”,

e deram “gosto à palavra”,

e cantaram a voz e o violão.


Inocentes, viveram juntos a alegria da virginal primeira vez.

À luz incerta das velas, porque a timidez os cercava.

Encarando folhas de papel e a platéia interessada,

tomaram coragem em goles e hoje, destemidos, retornaram.


Artistas, arteiros, lúdicos e lunáticos,

ESTAMOS AQUI OU NÃO?



Em homenagem aos artistas, arteiros, lúdicos e lunáticos que participam do nosso delicioooooso sarau (pra dar inveja nos que teimam em não participar...)

Queria ser escritora

Queria ser escritora.

Escrever uma história compriiiiida dessas que não tem fim. E se tiver um fim, que seja final feliz. Como a história de Santiago, que correu o mundo porque queria saber como eram las colores do pôr-do-sol em todos os hemisférios.

E de Rita de Cássia: dona de casa, mãe de três filhos, casada com o Frades (que de frade, padre ou santo não tem nada).

Rita (de Cássia) vai a igreja aos domingos e nas horas vagas, e escondida de todos, fuma, veste-se de preto e finge ser uma roqueira encrenqueira, que tem problemas com drogas e algumas passagens pela polícia.
Na igreja reza com um olho no marido e outro no padre: um francês libidinoso que transpira sedução e a faz tremer com seu au nom du père, du fils et du Saint-Esprit,



Amémmmmmm (foi bom pra você?)!




E a história do doce casal de velhinhos que um dia encontraram um tesouro em seu quintal, abriram uma multinacional e hoje exploram trabalhadores chineses tomando aos poucos o fluído vital de seus corpos.

Triplicaram a fortuna do jardim criando um império, mas são famosos pelo instituto que salva tubarões fidalgo.


Eu queria ser escritora e não salvar o mundo de nada nem de ninguém.